A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25), repercutiu entre líderes políticos e veículos de comunicação de diferentes partes do mundo. As manifestações destacaram a importância do resultado para a democracia, o avanço da extrema direita, as relações internacionais e o equilíbrio político na América Latina.
Com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, Lula derrotou Flávio Bolsonaro e garantiu um novo mandato à frente da Presidência da República. A vitória foi celebrada por aliados internacionais e também repercutiu entre governos de diferentes orientações políticas.
O presidente da França, Emmanuel Macron, parabenizou Lula e defendeu o fortalecimento da parceria entre os dois países. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou o resultado como uma grande vitória e afirmou que a mudança política no Brasil pode se refletir em outros países.
Na América Latina, o presidente do Equador, Daniel Noboa, aliado de Donald Trump, também felicitou Lula. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, estiveram entre os líderes que saudaram a reeleição.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu ampliar a cooperação comercial e ambiental com o Brasil. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, manifestou interesse em aprofundar a parceria estratégica entre os países, incluindo um possível acordo entre Japão e Mercosul.
A China afirmou estar disposta a continuar avançando na construção de uma comunidade de futuro compartilhado com o Brasil. Já o presidente russo, Vladimir Putin, destacou o reconhecimento dos brasileiros à liderança de Lula e à defesa da soberania nacional. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também parabenizou o brasileiro e afirmou que a democracia e o multilateralismo venceram.
Em Nova York, o prefeito Zohran Mamdani relatou ter encontrado moradores comemorando a vitória de Lula nas ruas. Nas redes sociais, publicou a frase: “O povo unido jamais será vencido! Parabéns, presidente Lula”.
Veja a repercussão na imprensa internacional
The New York Times
O jornal destacou a derrota do movimento de direita ligado à família Bolsonaro e apontou que o resultado representa uma reação à onda conservadora que avança sobre governos latino-americanos, com apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Associated Press
A agência ressaltou que a vitória mantém uma distância política entre o Brasil e Washington. Também destacou a mudança no cenário latino-americano, com Brasil e México sob governos de centro-esquerda, e o caráter histórico da virada eleitoral.
CNN
O canal classificou a disputa como histórica e acirrada. Destacou que Lula se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes e lembrou a polarização da campanha, marcada por preocupações com o custo de vida, a segurança pública e a corrupção.
The Wall Street Journal
O jornal afirmou que Lula se mantém no poder após uma reviravolta eleitoral, consolidando sua posição entre os líderes democraticamente eleitos com longa trajetória política.
Financial Times
O periódico britânico avaliou que a vitória de Lula representa um revés para os planos de Trump de ampliar a influência dos Estados Unidos na América Latina. Também destacou a recuperação eleitoral do presidente brasileiro diante das previsões que favoreciam seu adversário.
Clarín
O jornal argentino destacou a virada eleitoral e a mobilização dos apoiadores de Lula após o resultado. Também apontou o papel das redes sociais na campanha, citando o crescimento do grupo de WhatsApp “Exército de Lula”.
Le Monde
O jornal francês destacou a reeleição de Lula para um novo mandato e a controvérsia em torno da prorrogação do horário de votação. Também noticiou a possibilidade de Flávio Bolsonaro contestar o resultado eleitoral.



