Após a pressão dos movimentos sociais e sindical, a Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6×1. Agora, a proposta segue para o Senado Federal, onde a classe trabalhadora brasileira aguarda com esperança e mobilização a aprovação definitiva da medida.
A PEC aprovada determina a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem qualquer perda salarial para o trabalhador. A proposta também garante duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. A mudança será implementada de forma gradual: nos primeiros 60 dias após a promulgação, a jornada passa para 42 horas semanais; ao completar 12 meses, a redução chega ao patamar final de 40 horas. Fica expressamente vedada qualquer redução salarial decorrente dessa alteração, o trabalhador trabalha menos e mantém o que ganha.
Enquanto esse debate avança no país, o restante do mundo já colhe os frutos de jornadas mais curtas. Na Alemanha, um teste realizado ao longo de 2024 com a semana de quatro dias demonstrou que é possível manter e até aumentar a produtividade sem exigir mais horas do trabalhador. O resultado foi tão positivo que 73% das empresas participantes adotaram o modelo em definitivo, registrando melhora na saúde, no bem-estar e no desempenho das equipes.
Não é coincidência. Pesquisas apontam que os avanços tecnológicos geram ganhos reais de eficiência, permitindo que as empresas reduzam a jornada sem perder competitividade. O que falta, em muitos casos, é vontade política e intensificação da pressão da classe trabalhadora.
Os números falam por si
Os países com as menores jornadas do mundo são, também, os que apresentam os melhores índices de qualidade de vida. A OCDE, organização que reúne 38 das nações mais desenvolvidas do planeta, monitora as médias semanais de horas trabalhadas. Veja os dez países com as menores jornadas:
| País | Média semanal |
| Holanda | 30,3 horas |
| Dinamarca | 32,8 horas |
| Alemanha | 34,2 horas |
| Noruega | 34,4 horas |
| Áustria | 34,8 horas |
| Bélgica | 34,9 horas |
| Irlanda | 35,1 horas |
| Finlândia | 35,4 horas |
| Austrália | 35,6 horas |
| Suíça | 35,8 horas |
Para efeito de comparação, o Brasil pratica hoje a jornada máxima de 44 horas semanais, número que, com a aprovação da PEC na Câmara, cairá para 40 horas. Ainda assim, o país segue muito distante dos padrões europeus.
O STIAAMM está ao lado da categoria
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Mogi Mirim e Região acompanha de perto essa pauta e reafirma seu compromisso com a luta por melhores condições de trabalho para toda a categoria. Menos horas, mais saúde, mais tempo com a família. Isso não é privilégio, é direito.
Fique atento às próximas movimentações no Senado e acompanhe o STIAAMM.
Com informações da Forbes e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)